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Mostrando postagens com o rótulo Amor

As Coisas que Moram no Corpo

 Há amores que partem da vida, mas continuam existindo silenciosamente na memória da pele. No meu corpo moram coisas. Coisas que não nomeio. Coisas que têm a forma do seu abraço. A pele guarda toques como quem coleciona histórias. E cada história tem seu fim marcado em carne viva. Você ainda mora na curva do meu ombro, na dobra dos meus joelhos, no lado esquerdo do meu sono. E isso ninguém vê. Mas eu sinto — quando respiro, quando fecho os olhos, quando esqueço que não te esqueci.

Tudo o Que Não Foi Dito

 Há sentimentos que não chegaram a existir no mundo, mas continuam vivos silenciosamente dentro da memória. Não dissemos. Porque dizer era correr o risco de rasgar o que ainda se sustentava em silêncio. Ficamos no quase. Nas entrelinhas, no toque que hesita. Tudo o que não foi dito virou poesia no meu peito. Mas uma poesia sem papel, sem caneta, sem voz. Só as lembranças sabem recitar. Reflexões e escrita autoral © Pris Magalhães

Era a Tarde, E Fomos Nós

  Era a tarde, e fomos nós — inteiros no instante, invisíveis no tempo. O mundo não notou que ali existia amor. Mas nós notamos. Nos olhos, havia um começo. Nos corpos, um fim. E no meio disso tudo: um agora que doía de tão vivo. Depois, vieram as sombras. E nós, como a luz, também nos apagamos. Reflexões e escrita autoral © Pris Magalhães