À Saudade em Tempos de Pressa Em tempos de laços tênues, onde o agora é rei e o efêmero, a lei, a saudade se esconde, tímida, nas frestas do instante, entre a correria. Será que haverá tempo para sentir saudade, quando tudo se consome na chama do imediato e as memórias, outrora perenes, se desfazem ao vento, frágeis e leves? Saudade do quê? O que lembrar quando o ontem mal se forma e já é passado, e o presente, voraz, insaciável, devora o amanhã antes que desperte? Oh, saudade, vestida de melancolia, onde te abrigarás quando o coração, tomado de urgência, esquece de bater com calma, de sentir? Em um mundo de brevidades, onde as emoções piscam como telas, o que restará de ti, saudade, se o homem esquece de olhar para trás? Talvez apenas ecos fiquem, sussurros de tempos mais brandos, memórias que desafiam o esquecimento, sobrevivendo ao turbilhão do agora. Sim, haverá saudade, ...
Poesia contemporânea brasileira sobre amor, saudade, ausência e memória afetiva. Versos autorais de Pris Magalhães para quem sente o que nem sempre sabe nomear.