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Mostrando postagens de maio, 2025

Coisas Sentidas, Sem Voz

Nem tudo precisa ser explicado para existir. Algumas emoções permanecem silenciosas — mas eternas dentro de quem as viveu. Tudo o que vivemos existe — mesmo que ninguém saiba, mesmo que o mundo tenha seguido. Há coisas que não se dizem. Mas se sentem. Ficam ali: entre uma respiração e outra, entre um olhar e o fim. Não há verso que explique, nem gesto que baste. Há o que se sente. E isso, só nós sabemos. Reflexões e escrita autoral © Pris Magalhães

Um Amor para Esquecer o Tempo

Há sentimentos que continuam vivos mesmo depois do silêncio, do tempo e da distância    Poesia Poemas Autorais Sentimentos Amor Silencioso Reflexões Escrita Feminina Emoções Poesia Contemporânea Textos Sensíveis Alma Feminina Reflexões e escrita autoral © Pris Magalhães

As Coisas que Moram no Corpo

 Há amores que partem da vida, mas continuam existindo silenciosamente na memória da pele. No meu corpo moram coisas. Coisas que não nomeio. Coisas que têm a forma do seu abraço. A pele guarda toques como quem coleciona histórias. E cada história tem seu fim marcado em carne viva. Você ainda mora na curva do meu ombro, na dobra dos meus joelhos, no lado esquerdo do meu sono. E isso ninguém vê. Mas eu sinto — quando respiro, quando fecho os olhos, quando esqueço que não te esqueci.

Duas Xícaras e o vento

Uma poesia profunda sobre saudade, ausência e as pequenas memórias que continuam existindo silenciosamente dentro da rotina e da alma . A mesa vazia. Duas xícaras ainda mornas. O vento entrou pela janela e levou teu cheiro — mas não levou você de mim. O que ficou foi um resto de nós espalhado pela casa. Um café sem açúcar. Um gole pela metade. Uma conversa que nunca aconteceu. E talvez seja isso que mais dói: as histórias que não chegaram até o fim. Há uma solidão silenciosa nas louças sujas. Na cadeira vazia. No hábito que continua existindo mesmo depois da despedida. Ninguém percebe. Mas eu percebo. Todos os dias. Porque algumas ausências não desaparecem. Elas apenas aprendem a morar nas pequenas coisas. Reflexões e escrita autoral © Pris Magalhães

Tudo o Que Não Foi Dito

 Há sentimentos que não chegaram a existir no mundo, mas continuam vivos silenciosamente dentro da memória. Não dissemos. Porque dizer era correr o risco de rasgar o que ainda se sustentava em silêncio. Ficamos no quase. Nas entrelinhas, no toque que hesita. Tudo o que não foi dito virou poesia no meu peito. Mas uma poesia sem papel, sem caneta, sem voz. Só as lembranças sabem recitar. Reflexões e escrita autoral © Pris Magalhães

Era a Tarde, E Fomos Nós

  Era a tarde, e fomos nós — inteiros no instante, invisíveis no tempo. O mundo não notou que ali existia amor. Mas nós notamos. Nos olhos, havia um começo. Nos corpos, um fim. E no meio disso tudo: um agora que doía de tão vivo. Depois, vieram as sombras. E nós, como a luz, também nos apagamos. Reflexões e escrita autoral © Pris Magalhães

Sem palavras, sem promessas

  Não prometemos. Talvez por sabermos. Ou por temermos o que vem depois das promessas. Ficamos apenas. Deitados no tempo, como quem adormece no escuro do outro. Havia vento, havia tarde. Havia a sua voz, mas quieta. E meu coração, pequeno, escutando. A ausência de promessas foi o que nos salvou da mentira. Mas também o que nos condenou ao esquecimento.

O Silêncio que Fica Depois das Mãos

  Depois que as mãos se soltam, fica o som do mundo recomeçando. As pessoas andam, os carros passam, a vida continua. Mas dentro, há um silêncio novo, feito de ausência e de hábito, como o peso de uma aliança que já não está. As mãos lembram — de gestos, de calor, de promessas não ditas. É o silêncio depois das mãos que dói mais do que o adeus.

Enquanto o Mar nos Observa

  O mar não dizia nada, mas também não se calava. Ele nos via. As ondas vinham mansas, como se soubessem o que éramos: dois que quase foram. Você tirou os sapatos. Eu me despi do orgulho. A água nos tocou igual. Talvez soubéssemos — na forma como seus olhos não se afastavam dos meus — que aquele instante era o último inteiro. O mar, eterno como os amores breves, guardou em si o que fomos, sem pedir explicação.