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Poesia sobre saudade: ainda sinto sua falta em silêncio

Poesia sobre saudade: ainda sinto você onde ninguém vê Tem coisas que não vão embora mesmo quando tudo termina você foi mas deixou em mim um silêncio cheio do seu nome às vezes eu finjo que não sinto mais que segui que aprendi que esqueci mas basta um detalhe pequeno — uma música um cheiro um jeito de alguém rir e tudo volta como se nunca tivesse ido eu ainda converso com você em pensamentos que não envio ainda te encontro nos lugares onde você nunca mais vai estar e o mais difícil de admitir é que eu continuo aqui sentindo falta de alguém que já não sente mais nada por mim Essa é uma poesia sobre saudade, sobre sentir falta de alguém que já não está. Reflexões e escrita autoral © Pris Magalhães

Será que haverá tempo para sentir saudade?

À Saudade em Tempos de Pressa   Em tempos de laços tênues, onde o agora é rei e o efêmero, a lei, a saudade se esconde, tímida, nas frestas do instante, entre a correria.   Será que haverá tempo para sentir saudade, quando tudo se consome na chama do imediato e as memórias, outrora perenes, se desfazem ao vento, frágeis e leves?   Saudade do quê? O que lembrar quando o ontem mal se forma e já é passado, e o presente, voraz, insaciável, devora o amanhã antes que desperte?   Oh, saudade, vestida de melancolia, onde te abrigarás quando o coração, tomado de urgência, esquece de bater com calma, de sentir?   Em um mundo de brevidades, onde as emoções piscam como telas, o que restará de ti, saudade, se o homem esquece de olhar para trás?   Talvez apenas ecos fiquem, sussurros de tempos mais brandos, memórias que desafiam o esquecimento, sobrevivendo ao turbilhão do agora.   Sim, haverá saudade, ...