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um amor que se foi, contra todas as promessas

 

Um amor que partiu, depois de promessas tão caras,

Foi um covarde, e suas palavras, falsas e rasas.

Foi sem nem olhar para trás, sem se importar

com o coração que deixou a lamentar.

 

Juramentos outrora feitos, agora desfeitos,

Em cada sílaba de minha boca, um despeito.

Sina minha, maldita ilusão que corta feito lâmina

as fibras malogradas de meu peito.

 

Ah, como doeu ver a verdade assim tão revelada.

O amor que prometia eternidade, agora nada.

Que amargura de abandonado, que hora triste.

Que escuridão de saudade que persiste.


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